REVISTA HISTÓRIA NAS MARGENS


Revista História nas Margens é uma publicação científica de acesso aberto, nascida do evento homônimo realizado na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (FFCH-UFBA). Herdeira do espírito ávido que conduz o evento desde sua primeira edição, a revista surge como um desdobramento editorial comprometido com a pluralidade das vozes históricas e com a democratização do conhecimento historiográfico.

A revista tem por vocação reunir pesquisas que se debruçam sobre sujeitos, experiências e narrativas situados às margens dos grandes eixos tradicionais da historiografia. Aquelas histórias que resistem, persistem e insistem em existir para além dos cânones estabelecidos. Nesse sentido, acolhe trabalhos que tematizam processos de subalternização, resistências cotidianas, identidades dissidentes, experiências de classe, raça, gênero e sexualidade, memórias silenciadas, povos indígenas, diásporas africanas e afro-atlânticas, entre tantas outras perspectivas que ampliam e renovam os horizontes do pensamento histórico.

Sua estrutura editorial é híbrida: publica dossiês temáticos organizados a partir dos debates e trabalhos apresentados no congresso História nas Margens, bem como chamadas abertas de artigos, resenhas e ensaios bibliográficos, permitindo que pesquisadores de diferentes instituições e regiões contribuam com suas investigações. Essa abertura reflete um compromisso com a construção coletiva do conhecimento, em diálogo com as diversas tradições historiográficas e com os desafios contemporâneos da pesquisa histórica local e global.

Seu comitê científico é composto por pesquisadoras e pesquisadores de diferentes instituições, regiões e contextos acadêmicos, garantindo diversidade territorial e geográfica na avaliação e no direcionamento editorial da revista. Um reflexo direto da crença de que o conhecimento histórico se enriquece quando produzido e avaliado a partir de múltiplos lugares de fala e de escuta. A Revista História nas Margens destina-se a professoras e professores, pesquisadoras e pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e a todos os que acreditam que fazer história é também um gesto político de atenção ao que foi deixado de lado, uma aposta no potencial transformador das margens.