ST 19: Raça, gênero e agricultura familiar: caminhos de resistência no Atlântico negro



Dra. Dislene Cardoso de Brito (IFBA/UNIFESP)

Ma. Fabiane da Silva Andrade (IFBA/UFBA) 

Ma. Livia Tosta dos Santos (IFBA/UFV)


O simpósio “Raça, Gênero e Agricultura Familiar: caminhos de resistência no Atlântico Negro” propõe discutir as intersecções entre desigualdades estruturais e práticas de resistência nos territórios urbanos/rurais brasileiros. Em diálogo com o tema do evento, busca-se compreender como heranças históricas, tais como os privilégios da branquitude, atravessam experiências contemporâneas no Brasil e como elas são representadas nos diversos espaços da sociedade. Destaca-se o protagonismo das mulheres na construção de alternativas econômicas, sociais e políticas, tais como a organização em cooperativas e associações solidárias, a busca de acesso às políticas públicas de promoção à justiça social, a adoção de práticas agroecológicas e sustentáveis, a valorização de saberes tradicionais e da biodiversidade, a construção de redes de apoio e economia solidária. O simpósio valoriza metodologias como escrevivências, narrativas e histórias orais, reconhecendo a centralidade das experiências vividas e suas representações no livro didático e na literatura. A bibliografia dos temas elencados nesse simpósio inclui Suzana Moura Maia (2017), Richard Miskolci (2012), Lilia Moritz Schwarcz (2024) e Bárbara Wenstein (2022), autores que estudam branquitude, raça e moralidade; Paulo Freire e Conceição Evaristo que abordam práticas educativas e escrevivências; Halbwachs  e  Meihy com estudos sobre histórias orais como espaço de memória e identidade; questões de gênero, movimentos sociais, resistência, agroecologia e políticas públicas são amplamente abordadas por estudiosos como Sueli Carneiro, F. Birolli, Celina Souza, Andrea Lorena Butto Zarzar, Emma Siliprandi e Alair Ferreira de Freitas. Serão acolhidos trabalhos que articulem raça; gênero; branquitude; agricultura familiar; resistência; Atlântico Negro; agroecologia; representações literárias no livro didático; políticas públicas e justiça social e políticas públicas enquanto instrumentos de fortalecimento territorial.   Pretende-se fomentar reflexões críticas sobre raça, gênero e desenvolvimento e visibilizar sujeitos historicamente marginalizados, fortalecendo os espaços escolares como lócus de reflexão sobre memórias e representações literárias no livro didático. O espaço promoverá trocas interdisciplinares e construção coletiva do conhecimento, contribuindo para fortalecer epistemologias comprometidas com justiça social e equidade.