ST 16: Identidades, diferenças, saberes e poderes na Bahia republicana
Me. Alessandro Cerqueiras Bastos (SEMED)
Dr. Artur Vitor de Araújo Santana (UEFS)
Dra. Giulia Engel Accorsi (UEFS)
O presente simpósio temático (ST) se propõe a reunir, em debate, pesquisas historiográficas, situadas em diferentes estágios de maturação acadêmica, que investiguem as relações entre saberes, poderes e o estabelecimento de identidades e diferenças na Bahia republicana, a partir de marcadores sociais de raça/etnia, gênero e classe. Nesse sentido, o ST promoverá o debate entre estudos que tenham como foco a construção, apropriação e circulação de diferentes tipos de conhecimento, entre eles científicos, jurídicos e artísticos, bem como os embates em torno da legitimidade e da historicidade desses saberes/poderes, enquanto produtores de hierarquias nas sociedades baianas, durante o período republicano.
Assim, o ST receberá trabalhos com recortes temáticos diversos que articulem reflexões sobre saberes e poderes a tópicos mais amplos de estudo que dialogam com as experiências e temporalidades de pesquisa e ensino dos seus três proponentes, a saber: intelectuais; literatura; livro; leitura; conhecimentos, atores e instituições científicas; relações de gênero; masculinidades; trabalho; violência; saberes jurídicos; crime, criminalidade e punição.
Espera-se investigações que se debruçam sobre fontes documentais diversas, em termos de tipologias, alcances e características, a partir de perspectivas críticas e de diferentes tratamentos metodológicos, a exemplo da micro-história, de estudos de caso, prosopografias, biografias, ligações nominativas, história serial, demografia histórica, trajetórias, história oral, entrevistas, cultura material, análises de discursos e de imagens.
A espacialidade e a temporalidade adotadas são bastante amplas, pois um dos objetivos do ST reside, justamente, em viabilizar diálogos acadêmicos entre investigações com características e temporalidades diversas, interessadas nas estruturas, dispositivos, dinâmicas e jogos de força que envolvem o binômio saber/poder. Assim, compreende-se a Bahia como um espaço que, desde o sertão até o litoral, abrange territórios com historicidades próprias. Já os recortes temporais adotados, da República — de sua emergência, no final do século XIX, até o tempo presente —, foram construídos na confluência de múltiplas temporalidades e oferecem um leque de possibilidades no que se refere à abordagem do binômio saber/poder e das hierarquias socioeconômicas, raciais e de gênero dele decorrentes.