ST 03: Arquivos, histórias e criações artísticas


Ma. Hyndra Gomes Lopes (UFBA)

 Caíque França Araújo (UFBA)

Luana Campos Ponchet (UFS)


Quando os arquivos não estão postos, quais fabulações críticas podem ser acionadas (Hartman, 2020)? Como subverter os encobrimentos ao longo da história e quais correntezas de memórias engendram novas narrativas (Pacheco de Oliveira, 2022)? Em seguimento com a proposição do ST no ano anterior, a intenção é repensar as próprias noções de arquivos, imagens e histórias, como materiais vivos, suscetíveis aos contextos e as múltiplas interpretações ao longo do tempo. O objetivo deste ST é continuar a discutir conjuntamente pesquisas, ensaios e escritas de si ligadas a arquivos, que promovam reflexões relacionadas a gêneros, memórias, poder, interseccionalidades e/ou relações étnico-raciais. Acolhemos trabalhos de criação artística, como filmes, ensaios fotográficos, desenhos, colagens, ensaios sonoros e músicas, poesias, textos de literatura, escritas de si, trabalhos ensaísticos e entre outros. Neste caminho, também se questiona como as práticas artísticas e arquivísticas emergem e lidam com o encobrimento. Arquivos emanam silêncios (Hartman, 2020), ao mesmo tempo merecem uma escuta ativa (Campt, 2017). De que forma os arquivos podem ser retomados, mesmo que a ficção seja acionada como reparadora de mundos? De que modo promover uma política ontológica (Mol, 2007) e performar um mundo implicado (Ferreira da Silva, 2019), contra a misoginia, o racismo e outras mazelas sociais maximizadas pelo capitalismo e outros sistemas de opressão? Retomar as memórias de populações historicamente marginalizadas, é uma forma de se projetar para a futuridade (Campt, 2017), em que os tempos passados e as memórias futuras se reencontram e são agentes de reinvenção do mundo. Assim, arquivos são conectados com memórias e podem ser percursos para reivindicações políticas. 


03 de novembro (terça-feira)

Arquivo-Museu Vivo: A Rua Como Ferramenta De Democratização Da Arte.


Religião, Sociedade E Arquivo: Movimentos Sociais Religiosos E A Casa Da Memória Popular.


Escrevendo com Antonia: Análise de uma colagem analógica/digital. 


Apropriações carnavalescas nos curtas-metragens Baltazar da Lomba (1982) e Era Vermelho Seu Batom (1983).


Escrever com imagens, contar por arquivos: A montagem arquivística no cinema feminino independente.


Mônica Simões, Maria Moniz e retratos de uma mesma família no filme Um casamento. 


04 de novembro (quarta-feira)

Queerizar a escrita da história: novas perguntas às metamorfoses de gênero na mitologia greco-romana.


Entre A Hermenêutica Visual E As Narrativas Dissidentes Do Atlântico: Uma Leitura Contra Colonial. 


“Vamos falar de mulheres... pois elas merecem honra." Gênero, Educação e Idade Média em A Cidade das Mulheres (1405) de Christine de Pizan. 


Vozes Mulheres Na Educação De Jovens E Adultos: Uma Análise Da Literatura Feminina Negra No Livro Didático.


Entre a memória e a cena: oralidade, contação de histórias e criação artística a partir de narrativas africanas.